25 de fevereiro de 2009

Armazém do Café



Foi em 2002 que comecei a dar uma atenção maior para o café diário. Comprei minha primeira máquina espresso e um moedor de grãos e procurava experimentar os diferentes cafés que encontrava pela cidade de São Paulo. No mesmo ano, em uma dos muitos finais de semana na Rio de Janeiro fui explorar uma loja que já tinha visto algumas vezes mas até então não dava nenhuma atenção e descobri algo que me surpreendeu, a existência na cidade de uma cafeteria chamada Armazém do Café que em menor tamanho lembrava e muito a experiencia europeia de café.

Diferentes grãos, de diferentes regiões, um espresso bem tirado. Em São Paulo, que é a terra do espresso no Brasil eu não conhecia ainda uma loja tão completa.

Desde então SP evolui e muito com cafeterias super requintadas se espalhando por toda a cidade. Hoje é possível passar um ano inteiro sem repetir um mesmo café especial de altíssima qualidade apenas variando as cafeterias com blends exclusivos pela capital paulista. Não sei se por isso, agora quando volto ao Rio e bato o ponto no Armazém do Café já não acho o espresso uma preciosidade. Ainda possuem uma rara oferta de grãos de qualidade, mas o serviço deixa muito a desejar, o próprio espresso nem sempre tirado da forma correta, principalmente na loja do Downtown o atendimento é um bastante descuidado.

De qualquer forma sempre trago uma pequena quantidade de grãos do tipo Frevo ou Samba que em casa sempre resultam em um café pra lá de especial.

14 de janeiro de 2009

Pessegueiro popular

Muito bom perceber como é cada vez mais comum encontrar pontos na cidade de São Paulo que servem o Café Pessegueiro. Cafés dentro de supermercados, restaurantes, bares, o Pessegueiro anda ficando tão comum como foi o Bravo Café algum tempo atrás.

Outra grande vantagem é que trata-se de um grande café tornando-se comum não necessariamente em lugares sofisticados ou muito especializados. O lado um pouco curioso é que se antes a existência de Pessegueiro em um estabelecimento era garantia de um barista razoavelmente treinado no local, agora já não dá pra contar com isso. Na cafeteria da rede Oba de supermercado, Moema, descobri que Pessegueiro está popularizado mesmo. Por outro lado caminhando na Faria Lima estes dias esbarrei com um café simples e pequeno com um ótimo espresso (na foto) tirado quase no meio da calçada.

19 de dezembro de 2008

Starbucks e o café inflacionado

Demorei muito para entrar pela primeira vez em uma loja do Starbucks aqui em SP. E não por odiar a rede ou o estilo norte-americano de transformar o café especial em um grande modismo. Na verdade tenho ótimas lembranças do Starbucks.

Nos EUA um Starbucks é o mais perto que se pode encontrar de um bom café acessível em qualquer grande cidade. Claro que em lugares como Nova York, procurando, vc encontra nos bairros italianos uma boa cafeteria com um excelente espresso. Mas em Miami, em viagens de trabalho, o Starbucks sempre foi minha alternativa aceitável para tomar o espresso obrigatório da manhã.

Quando as primeiras lojas da Starbucks abriram em SP fiquei curioso de voltar ao ambiente. Não pelo café é claro, mas pelo ambiente mesmo que remete a boas lembranças das viagens pelos EUA.

Poucas semanas atrás uma loja da rede abriu a um quarteirão da minha casa em Moema. Agora não tinha mais desculpas para não visitar o Starbucks tupiniquim. E confesso que o primeiro choque já se sente antes mesmo de tomar qualquer uma das bebidas. O preço praticado pelo Starbucks no Brasil é mais do que restritivo, não tem sentido nenhum pelo que se compra.

Um Mocha pequeno no Starbucks custa R$ 9,10. (Wowww!!!)
Um Mocha do mesmo tamanho no Suplicy custa R$ 6,80.

E lembrando que pequeno é o menor tamanho no Starbucks. O Mocha até é gostoso, bem feito pela máquina. Mas não tem qualquer comparação com o feito pelos baristas das cafeterias da rede Suplicy de São Paulo, considerada um lugar de altíssimo padrão. O Starbucks cobra mais caro e tem planos de ser uma rede de alto consumo. Um McDonald´s das cafeterias de qualidade.

No Starbucks brasileiro o café espresso feito com grãos da Ipanema Coffees é exatamente igual ao espresso nas lojas em território norte-americano. Ou seja, é uma tristeza. Lá fora é o melhor que se pode encontrar. Mas aqui não faz sentido ir até o Starbucks pra tomar um cafezinho por R$ 2,90.

Observando detalhadamente o que chama a atenção é que até os copos de papel são importados dos EUA. Provavelmente está aí o segredo do preço salgadérrimo.

Por enquanto as lojas continuam cheias. Tenho observado pelo menos a que fica perto da minha casa constantemente ocupada de jovens. Mas e quando o modismo passar? Normalmente ele passa rápido.

Wi-fi pago - Tá aí outro ponto que me decepcionou profundamente no Starbucks brasileiro. A internet wireless dentro das lojas é um acordo com a rede VEX. Ao contrário do que já se tornou uma tradição e motivo de atração nas lojas dos EUA, no Brasil quem quiser levar seu notebook para acompanhar um café com tranquilidade na loja terá que assinar o serviço da VEX ou comprar um cartão de acesso pré-pago. Triste que a Starbucks no Brasil resolva quebrar a regra que fez das lojas nos EUA ponto de encontro para os viajantes conectados, blogueiros, gente que não vive mais desconectado.

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