13 de abril de 2013

O café quase salgado das cafeterias norte-americanas

Café curto "quase salgado" do pequeno Telegraphe em Nova York

Tem gente que gosta de viajar e provar novos estilos de vinho, gente que gosta de procurar livros. Eu gosto de experimentar cafés.

É um hábito já bem antigo. Viajar e provar cafés por ai na curiosidade de entender como é o gosto de cada pais e de cada povo. Muitas vezes em uma tarde andando em alguma cidade tomo 3 ou 4 xícaras apenas pelo fato de não resistir a provar o espresso da cafeteria que aparece em cada esquina.

Acredite varia muito no cafezinho de cada lugar do mundo. Mesmo a forma como o café é torrado tem características que se pode perceber diferentes e de alguma forma está relacionado com o paladar médio de cada população.

Quem viaja para os EUA está acostumado a encontrar o famoso cafezão, super quente e aguado. No passado pra quem não é adepto do cafezão que os norte-americanos tem o hábito de tomar viajar por aquelas bancas era um suplício. Hoje em dia ainda existe salvação nas cafeterias tipo Starbucks, que embora não sirvam um espresso dos melhores pode servir de oásis para quem deseja um espresso minimamente decente em uma cidade do meio-oeste norte-americano.

Em cidades maiores como Nova York, Miami, Boston e tantas outras uma moda de café espresso estilo europeu vem tomando conta lentamente e criando novas opções. Algumas de altíssima qualidade. Vou citar a Aroma Espresso que tem lojas tanto em Nova York como em Miami e é segurança de um ótimo espresso servido na xícara e não naqueles copinhos de papelão que o Starbucks usa mesmo para o café normal. O fenômeno se repete em várias outras cafeterias, algumas muito pequenas e totalmente européias, como a Telegraphe (na foto).

Mas mesmo em uma cafeteria de qualidade, estilo europeu como é o caso da Aroma o sabor do café está em linha com o que se encontra em outras cafeterias dos EUA. Um café torrado ao extremo, com um amargo reforçado e sabores menos suaves. Na minha impressão pouco especializada um resultado do café torrado um pouco além do ponto que estamos acostumados por aqui. Quando bem tirado, curto e forte o resultado é uma bebida quase salgada. Não chega a ser ruim, ainda que pessoalmente goste mais do sabor mais equilibrado, mas é curioso como o efeito se repete mesmo nas cafeterias mais modernas.

Quem compra um pacote de café em grãos do Starbucks nas lojas aqui no Brasil  vai encontrar este sabor. Um sabor que acaba sendo diluído nas bebidas cheias de leite, cremes e outros ingredientes que fazem sucessos nos cafés estilo norte-americano. Talvez por isso um motivo para forçar tanto o sabor do café levando o grão ao extremo.

7 de maio de 2010

Nespresso recarregável agora é produto

O vídeo é absolutamente hilário. Lembra os comerciais semi-amadores que eu assistia quando criança nas emissoras locais de Belo Horizonte. Mas independente disso, depois que um sujeito inventou uma forma de recarregar o refil da Nespresso com papel alumínio (veja o post), não ia mesmo demorar muito pra alguma empresa criar um produto que torna a "gambiarra" de recarregar o cartucho Nespresso ridiculamente simples.

O melhor ainda é a parte em que a narradora diz: "I don't care what George thinks". Pra mim os criadores deste NexPod (www.nexpod.com) já merecem mesmo algum prêmio de criatividade e oportunismo. Quando será que vão vender por aqui? Gente com máquina de Nespresso em casa e cansado de pagar caro pelos cartuchos já tem bastante.

Veja o vídeo abaixo.

3 de maio de 2010

Ariete é boa de máquina, ruim de moedor

Quase um ano atrás escrevi um post aqui sobre moagem de café em casa. Na época estava começando a procura por um novo moedor para substituir o meu primeiro, um Hamilton Beach norte-americano que começava a apresentar os primeiros sinais de velhice.

Não abro mão de moer os grãos de café em casa. O resultado é incomparável e o moedor pra mim é algo tão indispensável como a própria máquina de café. O problema é que minha cozinha não é uma cafeteria. Não posso me dar ao luxo de reservar um espaço permanente para um moedor mesmo que semi-profissional. Logo tenho que me contentar com as possibilidades de um moedor caseiros e o mais compacto e simples possível.

Pesquisando bastante os modelos existentes acabei resolvendo encarar um modelo simples, mas aparentemente eficiente da Ariete . Gostei do bom espaço para colocar grãos e a grande vantagem parecia ser a possibilidade de moer uma quantidade maior em uma só operação. Também pesou o fato de ser uma marca que fabrica máquinas de espresso para uso doméstico de qualidade já bastante conhecida. Eu mesmo já desejei algumas.

Compra feita chega o moedor em casa poucos dias depois. Quando boto o moedor pra funcionar e aparecem os problemas. De cara já deu pra perceber que mesmo colocando na moagem mais fina de todas o pó ainda ficou grosso demais para a minha máquina. Resultado o café fica fraco e sem creme. Muito ruim.

Mesmo assim fui em frente. No final da mesma leva de grãos colocados no depósito o moedor começa a perder força e acaba parando antes de terminar o serviço. Investiga aqui, investiga de lá o que pode ter acontecido e qual não é a surpresa de descobrir que o canal que passa o pó moido para o pequeno reservatório na frente do aparelho entupiu e imediatamente travou o motor do moedor. E prá limpar? Acha que é fácil? Nada nada prático, totalmente sem acesso, e ainda faz uma sujeirada total além de desperdiçar uma quantidade considerável de café.

Ainda tentei usar por mais uma ou duas semanas só pra depois jogar o moedor da Ariete de volta na caixa e voltar a usar o meu velho moedor de guerra com mais de seis anos de uso intenso. Agora só me resta rezar pra que ele ainda sobreviva mais alguns meses.
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