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3 de maio de 2010

Ariete é boa de máquina, ruim de moedor

Quase um ano atrás escrevi um post aqui sobre moagem de café em casa. Na época estava começando a procura por um novo moedor para substituir o meu primeiro, um Hamilton Beach norte-americano que começava a apresentar os primeiros sinais de velhice.

Não abro mão de moer os grãos de café em casa. O resultado é incomparável e o moedor pra mim é algo tão indispensável como a própria máquina de café. O problema é que minha cozinha não é uma cafeteria. Não posso me dar ao luxo de reservar um espaço permanente para um moedor mesmo que semi-profissional. Logo tenho que me contentar com as possibilidades de um moedor caseiros e o mais compacto e simples possível.

Pesquisando bastante os modelos existentes acabei resolvendo encarar um modelo simples, mas aparentemente eficiente da Ariete . Gostei do bom espaço para colocar grãos e a grande vantagem parecia ser a possibilidade de moer uma quantidade maior em uma só operação. Também pesou o fato de ser uma marca que fabrica máquinas de espresso para uso doméstico de qualidade já bastante conhecida. Eu mesmo já desejei algumas.

Compra feita chega o moedor em casa poucos dias depois. Quando boto o moedor pra funcionar e aparecem os problemas. De cara já deu pra perceber que mesmo colocando na moagem mais fina de todas o pó ainda ficou grosso demais para a minha máquina. Resultado o café fica fraco e sem creme. Muito ruim.

Mesmo assim fui em frente. No final da mesma leva de grãos colocados no depósito o moedor começa a perder força e acaba parando antes de terminar o serviço. Investiga aqui, investiga de lá o que pode ter acontecido e qual não é a surpresa de descobrir que o canal que passa o pó moido para o pequeno reservatório na frente do aparelho entupiu e imediatamente travou o motor do moedor. E prá limpar? Acha que é fácil? Nada nada prático, totalmente sem acesso, e ainda faz uma sujeirada total além de desperdiçar uma quantidade considerável de café.

Ainda tentei usar por mais uma ou duas semanas só pra depois jogar o moedor da Ariete de volta na caixa e voltar a usar o meu velho moedor de guerra com mais de seis anos de uso intenso. Agora só me resta rezar pra que ele ainda sobreviva mais alguns meses.

14 de janeiro de 2009

Pessegueiro popular

Muito bom perceber como é cada vez mais comum encontrar pontos na cidade de São Paulo que servem o Café Pessegueiro. Cafés dentro de supermercados, restaurantes, bares, o Pessegueiro anda ficando tão comum como foi o Bravo Café algum tempo atrás.

Outra grande vantagem é que trata-se de um grande café tornando-se comum não necessariamente em lugares sofisticados ou muito especializados. O lado um pouco curioso é que se antes a existência de Pessegueiro em um estabelecimento era garantia de um barista razoavelmente treinado no local, agora já não dá pra contar com isso. Na cafeteria da rede Oba de supermercado, Moema, descobri que Pessegueiro está popularizado mesmo. Por outro lado caminhando na Faria Lima estes dias esbarrei com um café simples e pequeno com um ótimo espresso (na foto) tirado quase no meio da calçada.

13 de outubro de 2008

Saudades da Cafeera


As cafeterias da Grão Espresso sempre existiram por aí. Espalhadas por tudo quanto é canto quase como uma “Casa do Pão de Queijo” da vida. Sempre foi um café honesto que você pode encontrar no meio da rua em muitas lojinhas dentro de supermercados, lojas da C&C, etc.
Hoje estava procurando uma antiga loja da Cafeera em Pinheiros, na R. Henrique Monteiro, quase na Faria Lima e esbarrei com uma Grão Espresso no mesmo lugar, a mesma loja. Pra feliz surpresa o grão oferecido dentro da loja é o mesmo Cafeera produzido pela Ipanema Coffees. Um barista bem treinado, bem além dos que a rede costuma ter nos supermercados da vida, sabe tirar o café no ponto (foto acima).
A nota triste nesta história é que a lojinha da Cafeera era muito simpática. Triste perceber que uma das primeiras redes criadas por produtores de cafés especiais hoje se reduz a apenas uma loja no Itaim.
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