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6 de maio de 2009

Moendo café em casa


Logo que adquiri minha primeira máquina espresso descobri também a importância de comprar o café em grãos e nunca moído. Com foi inevitável e logo depois comprei um moinho. Nada muito extravagante, mas um destes portáteis que hoje em dia se encontra com facilidade em lojas de eletrodomésticos. Em 2001 não era tão comum, mas consegui encontrar algo que não virasse mais um trambolho cozinha. De fato, tirando a operação não ser tão prática como parece ser em moinhos profissionais o meu portátil sempre cumpriu muito bem com sua missão. Trata-se de um modelo simples, com alguns níveis de regulagem que aos poucos fui aprendendo os resultados que produziam na moagem.

Agora ele (o moinho) começa a dar os primeiros sinais de que está ficando velhinho e pode me deixar na mão a qualquer momento. A qualidade das laminas ainda parece ok, mas ele já começa a apresentar alguma falha no funcionamento, as vezes não liga. Comecei a olhar, só por olhar, o que andam vendendo. A surpresa e descobrir o salto de variedade e opções comparando com apenas oito anos atrás. Na mesma linha também faz sentido pensar que oito anos atrás não era muito comum encontrar tanta variedade de café em grão nas prateleiras de supermercados. Normalmente eram só duas ou três opções. Hoje em qualquer uma das três lojas do Pão de Açúcar do meu bairro são quase dez marcas diferentes.

Mas não fugindo do assunto da moagem em casa, também o que me deixa sempre intrigado é observar como o mesmo tempo de moagem, no mesmo nível da seleção do moinho, nunca produz o mesmo resultado no mesmo grão. Muitas vezes na mesma marca de café o mesmo processo de moagem pode trazer um café mais ou menos fino do que o anterior. Não chega a ser uma diferença que comprometa qualquer resultado na máquina espresso, mas não deixa de ser curioso.

Um pouco por conta disso, um pouco por que gosto de provar novos cafés o tempo todo, sempre mantenho pelo menos dois tipos diferentes de cafés na geladeira. São sempre dois potes de cafés em grão e dois potes menores com pequenas quantidades de café moído. No começo ligava o moinho a cada vez que preparava uma xícara. Lógico que nada substitui o sabor de um café recém moído, mas também não é muito conveniente não ter tudo pronto apenas para preparar uma dose na máquina. O resultado é moer pequenas quantidades que duram dois ou três dias no máximo.

24 de julho de 2008

Em casa pra começar

Ter uma boa máquina de café espresso em casa tem como vantagem o poder de experimentar sem medo. Experimentar cafés diferentes, trazidos de lugares diferentes pelo simples prazer da curiosidade do "será que isso pode ser bom". Assim cada ida ao supermercado pode acabar trazendo um grão novo para se provar em casa, assim como uma viagem para qualquer canto do planeta sempre dá pra descobrir um café diferente, mesmo não sendo de um país produtor.


Claro, pra poder sair experimentando a torto e a direita faz toda a diferença ter um moedor de grãos apropriado. Os modelos hoje são simples como o do lado, normalmente um bom moedor não precisa custar nem R$ 300.


Mas experimentar significa errar muito. Nesse caminho já cheguei ao ponto de ter quatro diferentes grãos na geladeira e nenhum deles bom o suficiente para tomar mais de uma xícara. Por isso sempre é bom ter na mesma geladeira um pode de salvação, com um grão que não tem erro, já está provado e aprovado.



No meu caso o grão certeiro é o italiano Illy. Exportado da Itália o que quer dizer que o grão sai da América do Sul, atravessa o oceano para ser torrado e processado e se tornar no melhor café industrializado em larga escala que se tem notícia. Na base, como a própria Illy explica, é o café brasileiro de alta qualidade com misturas vindas da Guatemala e outros países da América Central. Sendo a base do café totalmente brasileira não deve ser difícil encontrar onde estão os produtores que vendem aos italianos. Certo? Mais ou menos. E mesmo quando se encontra é uma garantia de que é um bom café, provavelmente com qualidades únicas. Mas não vai lembrar em nada a mistura que se encontra nas belas latinhas de tampa vermelha.



Então mesmo experimentando e correndo riscos (o que é bastante divertido afinal), sempre bom ter no fundo da geladeira uma lata do seu café garantido.
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